Caso Isadora Viana: Pena de Paulo Odilon Xisto Filho é aumentada em quatro anos

Caso Isadora Viana: Pena de Paulo Odilon Xisto Filho é aumentada em quatro anos

Foto: Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Divulgação)

O julgamento ocorreu em setembro de 2025, no município de Imbituba, e se estendeu por três dias. Ao final, o réu foi condenado a 12 anos de reclusão.

A pena de Paulo Odilon Xisto Filho, 36 anos, foi aumentada em quatro anos pela Justiça. Ele já havia sido condenado a 12 anos de prisão pelo feminicídio da modelo santa-mariense Isadora Viana Costa, 22 anos, e agora deverá cumprir 16 anos em regime fechado.

Paulo Odilon cumpre pena no Presídio de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Além da condenação criminal, a juíza Luisa Rinaldi Silvestri determinou, à época da sentença, a perda do cargo público de oficial de cartório.


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Como foi o julgamento

O julgamento ocorreu em setembro de 2025, no município de Imbituba, e se estendeu por três dias. Ao final, o réu foi condenado a 12 anos de reclusão.

Na ocasião, a defesa de Paulo Odilon, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., anunciou que recorreria da decisão. Segundo o defensor, a sentença seria questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e, se necessário, em instâncias superiores.

A tese defensiva sustentou que o laudo pericial apontou a presença de quantidade de cocaína considerada muito acima do limite suportado pelo organismo humano no corpo de Isadora, e que não foram identificadas fraturas ou lesões compatíveis com agressões físicas. Para os advogados, esses elementos reforçariam a hipótese de que o réu não foi responsável pela morte.

Do outro lado, a acusação também informou, à época, que recorreria da decisão. Rogério Froner, pai de Isadora, confirmou que a família e o Ministério Público ingressariam com recurso para aumento da pena — o que agora foi acolhido, resultando na ampliação da condenação.

Após a nova decisão, a página “Justiça por Isadora” publicou mensagem nas redes sociais afirmando que, apesar da atuação de advogados conhecidos, a Justiça reconheceu que 12 anos não eram suficientes diante da gravidade do crime. A família destacou que a luta judicial já dura mais de sete anos e que continuará buscando a responsabilização máxima do condenado.


Relembre o caso

Isadora conheceu Paulo em março de 2018, em Santa Maria, e os dois iniciaram um relacionamento. Em abril daquele ano, a jovem viajou até Imbituba para passar alguns dias com o companheiro.

Conforme a investigação, Paulo apresentaria comportamento agressivo quando fazia uso de drogas. No dia do crime, após uma discussão, ele teria agredido Isadora com golpes no abdômen.

Socorristas do Corpo de Bombeiros relataram ter encontrado o lençol da cama sujo de sangue. No entanto, quando a polícia chegou ao local, a peça já havia sido retirada, o que fundamentou a acusação de fraude processual.

O réu chegou a ser preso em duas ocasiões, em 2018 e 2019, e atualmente cumpre pena em regime fechado. A defesa sempre sustentou que a jovem teria morrido em decorrência de uma overdose acidental.

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